sexta-feira, 5 de junho de 2015




GENEALOGIA
das famílias Brocardo, Della Giustina, Simi e Moraes no Rio Grande do Sul

Toda cópia de qualquer texto ou imagem de meus  blogs solicitar autorização expressa através do email - darisimi@gmail.com. LEI Nº 9.610 de Fevereiro de 1998, que regulamenta os direitos autorais

Pesquisa realizada por Dari José Simi
darisimi@gmail.com

O autor deste blog concorda com o uso de seus textos e imagens apenas para fins educacionais, desde que seja informada a autoria.


Este levantamento de dados e informações genealógicas sobre os Brocardo, Della Giustina, Simi e Moraes,  tem por objetivo conhecer e divulgar  o passado dessas famílias italianas que emigraram para os municípios de Silveira Martins e Jaguari, Rio Grande do Sul, no final do século XIX.  Conhecer seus nomes, dados de parentescos, os casamentos, os filhos, netos e bisnetos, onde e como viveram.  Para a realização de nosso trabalho colecionamos documentos, consultamos cartórios, arquivos históricos, paróquias, cúrias, bibliotecas, visitamos lugares por onde passaram e/ou viveram nossos ancestrais, entrevistamos pessoas amigas e parentes, visitamos cemitérios para conferir datas, levantamos informações de velhas fotografias gastas pelo tempo mas preciosas, pois aprisionam momentos da vida daquelas pessoas queridas que partiram mas nos deixaram um legado de amor, de trabalho e de lutas travadas no dia-a-dia pela conquista da dignidade.
Em nossas pesquisas  procuramos captar a realidade do passado a partir das pistas e sinais que conseguimos, muitas vezes, fugidios, mas importantes detalhes para reconstruir momentos de suma importância na trajetória de nossos familiares mais distantes. Para tanto, não dispensamos qualquer informação, mesmo que depois viessemos constatar sua inveracidade.  A pesquisa historiográfica tem caráter detetivesca, vai-se montando aos poucos o quebra-cabeça até que se tenha uma visão do conjunto dos fatos históricos.
Acredito que toda a pesquisa sobre os patrimônios culturais  que nossos antepassados nos legaram é obra louvável. Estudar e divulgar, objetivamente, os elementos de nossa história, servirá para que ela seja cada vez mais conhecida.  Assim, crescerá o número dos que vão aumentando seu lastro cultural.
Não é tanto a falta de meios materiais que faz com que, ainda hoje, pertençamos ao grupo dos povos sub-desenvolvidos e sim a falta de cultura. Quanto mais cultura, tanto menos miséria material.  Os homens cultos, os filósofos, os amigos da ciência são os que dirigem os destinos dos povos.
A importância e utilidade de nossa pesquisa, que tenta desvendar a origem e formação de nossas famílias, talvez não seja percebida de imediato, porque a memória ainda está na plenitude de seu vigor e responde  prontamente aos seus estímulos de lembrança.  Todavia, mais tarde, quando a marca do tempo nos conduzir ao esquecimento, estaremos sentindo o valor deste instrumento de recordação de nossos antepassados.


          “Há muitos que passam pela vida terrestre como simples arbustos, tão logo desaparecem nada sobra, a não ser as saudades de uns poucos que lhes querem bem. Depois, esfumam-se na memória do tempo. Outros, porém, são como as velhas árvores frondosas que a tradição as faz amoráveis, quando tombam, sempre sobra um forte tronco de cerne, que o tempo parece impotente para consumi-lo com toda sua voragem transformadora.
          São os imortais.  Os que “sobram vida na morte”.  E vida que não morre para a humanidade.”
É indigno de perdão quem silencia sobre a vida de seus antepassados.
“Feliz aquele que se recorda com prazer dos seus antepassados, que conversa com estranhos sobre eles, suas ações e sua grandeza e que sente uma satisfação secreta por se ver como o último elo de uma bela corrente.” Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)



Poema
“Infelizes as famílias que não tem história.
Não ter história é quase não ter nome;
É quase não ter pátria.

Felizes, ao contrário, as famílias que tem história,
Porque lhes é dado o júbilo de a  recordar,
Porque ela constitui a fonte fecunda,
Inesgotável e profunda, de suas energias morais;
Porque a cada passo que dão sentem, atrás de si,
O registro da própria imortalidade.

Que é a vida, se não a história que começa?
Que é a história, se não a vida que continua?
A história de nossa família, de nossa gente,
De nossa casa está conosco.
Respira  perto de nós.
À sua presença todos  adivinhamos.
Ora bela, ora triste,
É uma grande história.

(Poema “História e Família”, de Júlio Dantas)



Canto aos Avós

Apparicio Silva Rillo

Os avós eram de carne e osso.
Tomavam mate, comiam carne com farinha,
campereavam.
Sopravam a chama dos lampiões, dormiam cedo.
Os avós tinham braços e pernas e cabeça
(olhai os seus retratos nas molduras).
Laçavam de todo o laço, amanuseavam potros,
fumavam grossos palheiros de bom fumo
e amavam seus cavalos que rompiam ventos
e bandeavam arroios como um barco ágil.
Usavam lenços sob a barba espessa
e o barbicacho lhes prendia ao queixo
sombreiros negros para a chuva e sóis.
Palas de seda para as soalheiras,
ponchos de lã quando a invernia vinha.
Tinham impérios de flechilha e trevo
e famílias de bois no seu império.
E eram marcas de fogo os seus brasões.
Charlavam de potreadas e mulheres,
de episódios de adaga contra adaga,
do tempo, das doenças, das mercâncias
de gado gordo para os saladeiros.
Tinham homens a seu mando, os avós.
No quartel rude dos galpões campeiros
- enseivados de mate e carne gorda -
os empíricos soldados madrugavam
na luz das labaredas de espinilho
que era sempre o primeiro sol de cada dia.
Honravam os avós a cor dos lenços:
- a seda branca dos republicanos,
o colorado dos federalistas.
E morriam por eles, se preciso,
- coronéis de milícias bombachudas
acordando tambores nos varzedos
no bate casco das cavalarias.
Nas largas camas de cambraias alvas
vestindo o corpo da mulher mocita,
juntavam carnes no silêncio escuro
pautado por suspiros que morriam
no contraponto musical dos grilos...
Os avós eram de carne e osso.
Tinham braços e pernas e cabeça,
artérias, nervos, coração e alma.
Humanos como nós, os velhos tauras,
mas de bronze e de ferro nos parecem
esses campeiros que fizeram história.
Estátuas vivas de perenidade
nos pedestais do tempo e da memória.




FAMÍLIA BROCARDO

1 - GIUSEPPE BROCARDO  -  Nasceu na Itália onde viveu toda sua vida. Faleceu com 89 anos e 6 meses. Casado com Lúcia Dal Ferro. Não temos as datas de nascimento e de falecimento de ambos.

         Filhos:

1.1 - FRANCESCO BROCARDO
- N. 03/08/1845 em Santo Orso, Itália; F 08/02/1924 em Silveira Martins, RS. Emigrou para o Brasil em 1878.

 Família de Francesco Brocardo, em foto de cerca  de 1902.
Silvio Brocardo é o primeiro da direita, sentado


1.2 – MARIA  BROCARDO – Natural da Itália, onde viveu e nunca esteve no Brasil.   Em uma carta que enviou da Itália para seu irmão Francesco Brocardo, relata que seu pai, Giuseppe Brocardo, faleceu na Itália com 89 anos e 6 meses de idade. Esta carta foi escrita em Schio, Itália, e enviada para o Brasil, datada de 6 de julho de 1913.



1.1 - FRANCESCO BROCARDO - N 03/08/1845 em Santo Orso, Itália; F 8/2/1924 em Silveira Martins.  Casado  com Helena Casella , nascida em Sarego, província de Vicenza, Itália, a 06/06/1847 e falecida em 13/04/1930 em Porto Alegre, RS.   Casados na Paróquia de Santa Maria Asunta de Sarego, Itália, em 13 de junho de 1872. Helena era filha de Antônio Casella e Próspera Framuri  Casella. Imigrantes que partiram da Itália no ano de 1878, vindos a residir em Silveira Martins, então 4º distrito de Santa Maria da Boca do Monte, RS. Francesco recebeu o título do lote nº 170 em 20/6/1882 , Silveira Martins, RS.
Nota: "Broccardo, Francesco. Cas., 37; Elena Casella, cas., 35; Silvio, 9; Olindo, 7; Guerino, 5, bras.; Lúcia, 2, bras. Lote 170, confr.E, Nodari Sebastiano e Ceccon Giovanni; O, Costa Isidoro; área 279.000; tít. prov. 20-6-1882, n. 379 a 384. De: Lonigo - VI; vapor: Colombo; chegada 30-2-1878 (sic); destino: L3s." (Do livro: "Povoadores da quarta colônia" , p.118). No mesmo livro, p. 121, consta Adamo Casella que deve ser irmão de Helena Casella: "Casella, Adamo. 37 anos. Lote 44, confr. N, Schmidt Ernesto; S, Gorsch  Jacob; área 136.000; tít. prov. 20-6-1882, n. 684. De: C. Cereto-Bréscia; chegada: 16-7-1890; destino: A. Grand."

Filhos:
1.1. 1 - SILVIO BROCARDO - N. 02/04/1873 em Sarego (ou Lonigo, conforme carta de tio Laurindo Brocardo), Província de Veneza, Itália, e F. 27/06/1949 em Mata, RS, com 76 anos dois meses e 25 dias de vida. Veio da Itália em 1878, com  9 anos de idade.   Nota: Na certidão de casamento foi declarado o local de seu nascimento em Sarego, Vicenza, Itália.                                        
1.1.2 - OLINTO BROCARDO - N 12/08/1875 em  Sarego, Província de Veneza, Itália. F 31/01/1952 com 88 anos de idade em Monte Alegre, município de General Câmara, RS. Casado com Elídia Dorneles.
Nota: Silvio e Olinto nasceram em  Lonigo (Sarego?), Itália, os demais irmãos são todos naturais de Silveira Martins.
1.1.3 - GÜERINO BROCARDO - N 10/05/1878. Casado com Irene Bianquin. Güerino era fabricante de calçados. Filhos: Júlia Brocardo; Dante Brocardo, falecido em Porto Alegre.   Segundo a certidão de óbito, Dante era casado com Hortência Lago Brocardo e era filho de Güerino Brocardo com Vitória Brocardo.  Dante Brocardo residia em São Borja, RS.
1.1.4 - LÚCIA BROCARDO -  N 20/07/1879; F 24/09/1956 na Santa Casa (tinha problemas visuais e em uma perna.
1.1.5 - MARGARETA (Margarida) BROCARDO (apelido MALGRI ou MALGHARI). N 29/10/1881 e falecida na cidade de Esteio (?), RS. Casada com Alexandre (Nini)  Moretto
Filhos:  – América Brocardo Moretto  casada com Leão Décimo Lorenzoni.  Filha do casal:  Edite Lorenzoni: mora em Passo Fundo, RS;  Elvira Brocardo Moretto Loro – Casada com Pedro Loro falecido em Silveira Martins. Outras pessoas da família de Pedro Loro: Augustim Loro (irmão de Pedro Loro  e pai da Rosália ?), Romano Loro.   Elvira  faleceu em Esteio, RS, onde morou por muitos anos. Filhas da Elvira e Pedro Loro: Pierina, Enriqueta, Carmem (médica), Utelina (freira), Rosália (?).   Observação: Verificar o nome correto de Margareta.
1.1.6 - ELISEU BROCARDO - N 15/07/1883 e F 11/06/1923 em  Silveira Martins. Casado em 27/07/1912 com Joana (Joaneta) Della Giustina (Brocardo), nascida em  13/09/1892 e falecida em  05/08/1984 em Mata , RS.  Filha de Angelo Della Giustina e Elizabeta Londero. Eliseu era comerciante.
1.1.7 - URSULA BROCARDO - N 01/01/1886 em Silveira Martins e faleceu cerca de 1960 em Porto Alegre. Casada com Arlindo Rocha. Foi enfermeira obstetra no Hospital Beneficência Portuguesa.  Única filha do casal – Diva  Brocardo Rocha casada com ... que  teve os filhos Claudino, Nelsinda,
Adroaldo e Diva.
1.1.8 - BIAGIO BROCARDO -  N 22/02/1889 em Silveira Martins, RS e faleceu em Porto alegre em 22-12-1967.  Casado com Irene Santa Sofia Benareti Brocardo, F 2-9-1987. Biagio Brocardo teve diversas profissões, entre elas a de estofador de carros.
 Filhos do casal: Ieda Brocardo, N 26/08/1924 e F27/3/2006 , casada com Eulo Oliveira Ávila;   Eberto Brocardo Ávila, N 21/12/1941; Valéria, N 31/07/1943; Elony, N 04/11 1945, falecida em 09/12/1982, casada com Raul Vicente Fernandes, falecido em 08-03-2005.  Nota – Segundo publicação do jornal Zero Hora de 9-3-2005, “Raul Vicente Fernandes morreu aos 79 anos, de pneumonia em função de diabetes. Trabalhando como decorador, transformou sua loja, Raul Fernandes Decorações, na rua Cristóvão Colombo, em uma das primeiras galerias de arte do Estado nas décadas de 50 e 60. Promoveu em seu estabelecimento cursos de tapeçarias com os uruguaios Júlio Santos e Ernesto Aróztegui, contribuindo para o crescimento e valorização do ofício no Estado, nas décadas de 60 e 70. Pintava havia 65 anos, mas tornou pública sua obra a partir de 1995 quando ingressou no Atelier e Galeria. Sua temática diversificada era permeada por seu forte estilo, sua pincelada solta e decisiva, numa interação entre o impressionismo e o naturalismo, tendo a aplicação de sombra e luz que nos remete à sua experiência clássica. Raul também foi pioneiro como decorador de bailes de carnaval nas Sociedades Leopoldina Juvenil e Sogipa, entre 1962 e 1967. Seus cartões de Natal eram muito esperados, pois os confeccionava de acordo com o que cada amigo o inspirava. Era viúvo de Elony Brocardo. Deixou os filhos Paulo José e Raul Luiz Fernandes e cinco netos”. (Zero Hora, 09-3-2005); Flávia, N 27/11/ 1948; Nádia, N 06/06/1952, casada com Dr. Franquini.



1.1.1 - SILVIO BROCARDO
Silvio e Lúcia Brocardo e filhos, em foto da década de 1920

- Casado em 11/07/1903, na igreja de Santo Antônio, Silveira Martins,  com Lúcia Della Giustina, nascida a 24/06/1883 em São Pedro de Arroio Grande, Linha 7 Sul, Silveira Martins, RS e falecida a  28/06/1951, com 67 anos,  em Taquarichim, município de Jaguari, RS. Ambos estão sepultados no cemitério de São Xavier, Mata, RS.
Registro do casamento: Livro II de assentamento de casamentos da Igreja Santo Antônio,  à fl. 22 v., de Silveira Martins. O livro encontra-se na Câmara Eclesiástica de Santa Maria:
"Aos onze de julho de mil novecentos e três, nesta Matriz de Santo Antônio, corridos os banhos e não aparecendo impedimento algum, perante mim e as testemunhas João Sagin e Delfina Sagin, casaram-se por palavras de presente SILVIO BROCARDO E LÚCIA DELLA GIUSTINA; ele filho legítimo de Francisco Brocardo e Helena Casella, nascido aos dois de abril de mil oitocentos e setenta e três em Lonigo, província de Veneza, Itália, morador desta freguesia; ela filha legítima de Pedro Della Giustina e de Joana Arzieri, nascida aos vinte e quatro de junho de mil oitocentos e oitenta e três nesta colônia, moradora da Curazia de São Pedro de Arroio Grande, ambos solteiros e  católicos."
Silvio Brocardo quando casou foi morar no Vale dos Pagno, que também é chamado de Pano, atual Vale Pompéia, Silveira Martins.

Filhos:

1.1.1.1 - HELENA BROCARDO

 - N 10/05/1904 em Silveira Martins, RS.  F 03/03/1993 em Canoas, RS.  Casada  em 14/09/1925 com Jacob Daros, natural de Silveira Martins (Fachinal ), onde nasceu a 29/07/1905 e faleceu em 07/02/1981 em Canoas, RS.  Jacob era filho único de Pietro Darós (F 05/12/1905) e Erminia Barichello (F14/05/1925). Seus avós paternos: Giacomo Darós e Maria Darós e avós maternos Pietro Barichello e Luigia Barichello. Helena Brocardo era  natural de Silveira Martins, onde nasceu em 10-05-1904 e faleceu em 03-01-1993 em Canoas, RS.  O casal viveu por muitos anos em Taquarichim, localidade do município de São Vicente do Sul, RS, onde tinham armazém, e aí tiveram  os seguintes filhos: Fermindo José Daros (N 01/7/1926; F 28/12/1998) casado com Lila Maciel; Hermelinda (Irmã Mariana), falecida em 2014;  Gildo, (falecido), foi padre Redentorista e diretor do Seminário dos padres Redentoristas de Passo Fundo nos anos de 1960; Hilda, (falecida em maio de 2015) casada com Plínio Brum;  Elsa, casada com Fernando Gastaldo (falecido em julho de 2007) ;  Pedro (N 05/05/1943; F 23/04/2003), casado com Maria Lídia Flor, filha de Candinho Flor;   Paulo (falecido em 2005), casado com Lúcia Spolaor, filha de Érico Spolaor e Cecília Spolaor; Flávio (N 22-08-1949; F 06-02-1977 solteiro); Lúcia Ondina (falecida com 6 anos);  Alvino (N 26-08-1937; F 05-03-1942), Zemma  (Gema) (N 26-02-1940 e falecida pequena).

1.1.1.2 - LAURINDO GREGÓRIO BROCARDO
Laurindo Gregório Brocardo em foto de 1930

 - N 13/02/1906 em Silveira Martins, RS e F 26/04/1968  em Santa Maria, RS.   Casado com Laurentina (Laura) Viero em 16/01/1932.  O casal teve os seguintes filhos: Odone Sylvio, casado com Vera, é militar; Alceu Tito Brocardo (falecido); Lucila Inah, casada com Carlos L. Maciel; Lúcia Irma,  Luci Diva. Nota: No 4º distrito de Silveira Martins localiza-se a Escola Municipal Isolada da Linha Base Marco 50  Professor Laurindo Brocardo.

1.1.1.3 - FERMINDA CATHARINA BROCARDO

Ferminda Catharina Brocardo

 - N 01/01/1907 em Silveira Martins, RS e F 30/08/1940, de febre tifóide, na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde trabalhava.   Casada com Jacinto Pio Tolazzi em 09/11/1929, natural de Silveira Martins (N 30-07-1904 e F 09-11-1935) e filho de Giuseppe Tolazzi, imigrante nascido na Província de Moggio, Itália, em 1869 e Maria Piussi, também nascida na Itália em 1879.  O casal teve um único filho: Clóvis Brocardo Tolazzi (N ? e F. 17/07/1986). Ferminda era funcionária da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. No ano de 1934 formou-se Enfermeira Obstétrica na primeira turma  de formandas da Faculdade de Medicina de Porto Alegre.
Nota: Jacinto Tolazzi teve os seguintes irmãos: Vitório Tolazzi; Albino Tolazzi; Maria Tolazzi Vicenzi; Romana Tolazzi Dal Ross casada com David Dal Ross; Catharina Tolazzi casada com Albino Bianchin; Carmelina Tolazzi casada com Vitório Dotto; Adelina Tolazzi; Egide Tolazzi casada com Ricardo Tolazzi;  Constantino Tolazzi e Fernando Tolazzi.

1.1.1.4 - FRANCISCO BROCARDO
Francisco José Brocardo e esposa Maria Magdalena 
Buzzetto Brocardo

 - N 13/07/1909 em Silveira Martins, RS e F 01/03/2001 em Porto Alegre, RS .   Casado com Maria Magdalena Buzzetto, em 20/10/1934. O casal teve os seguintes filhos: Alcindo casado com Vadaci de Ávila;  Argeu casado com Lígia Morséli;  Odila;  Leda; Alfeu casado com Marilene Cruz Martins; Anselmo; Adenísio casado com Maria; Alceu.

1.1.1.5 - ILDA JOANA BROCARDO - N 26/05/1912 em Silveira Martins, RS. Falecida por afogamento aos três anos de idade em Silveira Martins, localidade de Vale dos Panos, RS . Existe uma única foto, tirada logo após a morte da menina, sentada em uma cadeira.

1.1.1.6 - GEORGINA BROCARDO

Georgina e Cândido Spolaor

N 06/08/1914 em Silveira Martins, RS e F 16/06/2001 em Porto Alegre, RS.  Casada com Cândido Spolaor em 18/07/1940, (N 03/07/1914 e F16/01/1988).  O casal teve os seguintes filhos: Tesopésio Antônio Spolaor (assina Spolador) casado com Irene; Luís Spolaor (N em 7 junho de 1944 e faleceu em 28 de janeiro de 2015) casado com Noeli Manoel Spolaor;  Pedro Spolaor; José Spolaor (N março/1950); Cândida Spolaor ; Maria Helena Spolaor e João Raimundo Spolaor.
Nota: Cândido Spolaor (a família assina também Spolador) era filho de Etore Salvatore Spolaor (N 17/03/1881 na Itália e F 12/01/1944 em São Xavier, Mata, RS) e Cândida Carlota (Carlotto) Spolaor (N 14/10/1881 na Itália e F 30/04/1968 em São Xavier, Mata, RS): avós paternos – Luigi Spolaor e Maria Spolaor; avós maternos – Ângelo Carlotto e Antonia Del Bem.  Cândido Spolaor tinha os seguintes irmãos: Fiorindo Spolaor (falecido);  Erico Spolaor (N 15/02/1912 e F 23/01/1993)  casado com Cecília Brauner Spolaor (N 13/11/1916 e F 23/01/2004); Maria; Ana; Stela e Serafim.

1.1.1.7 - JULIETA BROCARDO

 -  N 22/10/1917 em Silveira Martins, RS e F 04/08/1991 em Pelotas, RS.   Pertenceu a  Congregação das Irmãs Franciscanas.

1.1.1.8 - OLINDA BROCARDO

Olinda Brocardo

- N 26/01/1923 em Silveira Martins, RS e F 08/09/2002 em Porto Alegre, RS. Em alguns documentos consta o nome de Ondina, pelo qual era mais conhecida. Casada com Guilherme Simi em 08/10/1948.   Filhos: Dari, Davi, Ieda, Ilda e Léa.
Olinda: Era o nome de uma das mais belas damas do romance de cavalaria “Amadis de Gaula”.
Olinda - Cidade brasileira do Estado de Pernambuco, fundada em 1536 pelo donatário Duarte Coelho, cuja origem do nome, segundo o historiador Francisco de Varnhagen, pode provir dos vilarejos existentes na época, nos arredores de Lisboa, chamados de “Linda-a-Pastora” e Linda-a-Velha”.



1.1.1.8 - OLINDA BROCARDO (SIMI) - Casada com Guilherme Simi em 08/10/1948. Atendia também pelo nome de Ondina,  registrado em alguns documentos, porém, seu nome de batismo era Olinda.

Filhos: Ver Guilherme Simi

FAMÍLIA DELLA GIUSTINA


1 - GIOVANNI DELLA GIUSTINA -   casado com Apollonia Tollot – ambos naturais da Itália. O casal teve os seguintes filhos: Pietro Della  Giustina, que emigrou para o Brasil e fixou residência em Silveira Martins, onde formou o tronco da família Della Giustina, abaixo relacionada. Demais filhos do casal não encontramos.

1.1 - PEDRO (PIETRO) DELLA GIUSTINA -  Nascido em 1838 no Município de Vittorio em Saravalle, Itália e falecido a 17-11-1899 em Silveira Martins aos 61 anos de idade. Filho de Giovanni Della Giustina e Apollonia Tollot. Casado na Itália com   Giovanna D'Assie , nascida a 06-02-1841 na  Itália; filha de Domenico D’Assie e Maria Zanetti.  Falecida com 40 anos de idade.    

Pietro e familiares - foto do final do século XIX (cerca de 1895)

Nota:   Pietro nasceu na província de Vittorio, paróquia de Santa Maria, em Saravalle, Itália. O pároco se chamava Dom Giuseppe Dalcin . Morou em Treviso, Itália. Veio para o Brasil no dia 31 de maio de 1879 com esposa e filhos e fixou residência em linha 7,  Silveira Martins, quinto distrito de Santa Maria,RS. Trabalhava com corte de carne num açougue.  Pertencia à paróquia de Arroio Grande. Naquela época, para viajar era necessário atestado de boa conduta, que recebeu em 1879, conforme documento nº 83 do município de Vittorio, Itália. Recebeu  também um documento fornecido pela igreja com o seu nome, da sua esposa e de seus filhos onde consta a data de nascimento de cada um. Documento escrito em Saravalle, Vittorio, no dia 31 de março de 1879.”
Nota:  "Dalla Giustina, Pietro. Cas.,45; Ângelo, 17: Maria, 13: Apollonia,11; Augusta, 5. Lote 90, confr. E, Depra Giuseppe; O, Cavallin Marco; área 300.000; tít. prov. 20-6-1882, n 1017 a 1022. De: S. Maria-Serravalle-Vittório V.-TV; vapor: Colombo; chegada: 12-7-1879; destino: L6s."   (Do livro "Povoadores da quarta colônia", p. 128)


Filhos:
1.1.1 - GIOVANNI  DELLA GIUSTINA - N 04/08/1864 no município de Vittorio, em Saravalle, na Itália.  Casado com Judite Dal Prá (Della Giustina). O casal teve os seguintes filhos: Angelin, Izeta, Andréa, Antônio, Santina, Joaneta e Margarida.
Nota:  "Della Giustina, Giovanni. 19 anos. Lote 88, confr. E, Cavallin Marco; O, Comin, Oliva Apolonia Poloni; área 300.000; tít prov. 20-6-1882, n. 1023. De: S. Maria-Serravalle-Vittório V. - TV.; vapor Colombo; chegada: 12-7-1879; destino: L6s."  (Do livro: "Povoadores da quarta colônia", p. 128)

1.1.2 - ANGELO DELLA GIUSTINA - N outubro de1866 município de Vittorio, Saravalle,  Itália.
Casado com Izabel Londero em 16/01/1889 em Silveira Martins.  Izabel nasceu na Itália e era filha de Giuseppe Luigi Londero e Anna Brondani Detto Zefin.
Casado em segundas núpcias com Elisabeth Augusta Comin em 28/04/1900, nascida em Puo d'Alpago, Belluno, Itália e filha de Antonio Comin e Maria Comin. Elisabeth  Augusta Comin faleceu em 28/03/1906.
 Filho de Angelo com Elisabeth Augusta Comin -  Antônio Carlos Alberto Della Giustina - N 05/07/1902 e F 25/07/1991. Antônio era casado com Maria I. A. Della Giustina - N 15/01/1906 e F 15/11/1990. Eram moradores da localidade de São Xavier, Mata, RS e estão sepultados no cemitério local.

Ângelo casou em terceiras núpcias com  Erminia Barichello em 09/12/1908. Ermínia nasceu na Itália e era filha de Pedro Barichello e Luiza Rossi. Viúva de Pietro Darós com quem teve o filho Jacob Darós:
“Fruto do casal Pietro e Ermínia, nasceu em 29 de julho de 1905 uma criança chamada JACOB DAROS. Essa criança não chegou a ter a oportunidade de conviver por muito tempo com seu pai, pois, conforme atestado de óbito extraído do Registro de Silveira Martins, o Sr. PIETRO DAROS faleceu em 02 de dezembro de 1905,  quando seu filho possuía apenas 4 meses.  Difícil analisar a situação vivida pela Sra. ERMINIA, posto que ficara viúva, com um filho pequeno, em uma Colônia precária, na qual difícil se apresentavam os meios de vivência.
Conforme registros históricos buscados no MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL, a Sra. Ermínia chegou ao Brasil em 15 de março de 1889, com 11 anos, junto com seus irmãos: Giovanni (17 anos), Maria (16 anos), Angelo (15 anos), Gioconda (13 anos), Giuseppe (10 anos), Sibrenio (2 anos), Domenico (1 ano) e seus pais Pietro e Luigia, com 42 e  38 anos  respectivamente.
 A chamada 4ª Colônia Italiana de Silveira Martins foi a última grande colônia de imigrantes italianos a adentrar ao Rio Grande do Sul em virtude da grande demanda vinda para as outras regiões de imigrantes. Relatos históricos revelam que os imigrantes que aí chegaram sofreram muitos percalços, sendo abandonados ao descaso pelos poderes estatais brasileiros, sendo que muitos pereceram na luta pelo estabelecimento no local, por falta de cuidados médicos e de provisões para iniciar a colonização.
 Nesse contexto, a jovem viúva Ermínia Barichello casa novamente, agora com  Angelo Della Giustina, também viúvo.”    
     
1.1.3 - MARIA DELLA GIUSTINA - N 29/04/1870 no muinicípio de Vittorio, em Saravalle,  Itália.
1.1.4 - GIUSEPPINA (Tia Pina) DELLA GIUSTINA - N ?
1.1.5 - AUGUSTA DELLA GIUSTINA  - N 31/07/1878 município de Vittorio, Saravalle,  Itália.
1.1.6 - APOLLONIA DELLA GIUSTINA - N 27/09/1872 município de Vittorio, Saravalle,  Itália.

1.1.7 - LÚCIA DELLA GIUSTINA

   Lúcia Della Giustina e a filha Olinda Brocardo 

- N 24/06/1883 em Arroio Grande, Linha 7 Sul,  localidade que pertencia à 4ª Colônia de Silveira Martins, RS e falecida a 28/6/1951. Filha de Pedro (Pietro) Della Giustina e Joana D'Assie  Della
Giustina.   Casada com Silvio Brocardo.

Filhos: Ver Silvio Brocardo

Nota : Todos nasceram na Itália, exceto Lúcia.  Possuo fotografia original de cerca de 1895 (acima reproduzida), onde aparecem  Pietro, os filhos e a nora Judite, esposa de Giovanni, e netos.










FAMÍLIA SIMI

1 - GIOVANNI SIMI - Nasceu em Mantua, Itália em 1844  e faleceu em Jaguari, RS, a 16/04/1928, aos 84 anos de idade; foi sepultado no cemitério de Jaguari (Ób. III, p. 17, n. 77).  Veio para o Brasil em 25/05/1889, com 37 anos de idade, para a localidade de Silveira Martins, de onde  partiu para a colônia Jaguari e lá recebeu o lote 890, de 25 há, na  linha 14, título: 1-9-1892. Casado com Amabile Tanchella, quando solteira (Ób. J. I, p. 89v – 90, n. 32); Emilia Tanquella (sic ) em outro documento (Ób. Taq. II, p. 23v – 24v), nascida na Itália no ano de 1852 e falecida em 12-09-1920, aos 67 anos de idade; foi sepultada no cemitério de Jaguari (Ób. II, p. 61, n. 24).   (Fonte: Gênese da Colônia Jaguari – José Newton Marchiori).  


Filhos:

1.1. - ANDRÉ (ANDREA ) SIMI - Nasceu na Itália em 1879 e faleceu em Jaguari, RS, a 03/03/1945, aos 65 anos de idade; foi sepultado no cemitério dos Brauner (Ób. Taq. II, p.23v. e 24v).
Casado em 1ªs núpcias com Maria Cândida dos Santos, 19 anos, em 09/07/1902 (Cãs. II, p. 21v).  
Casado em 2ªs núpcias com Manoelinha.
André Simi residiu na localidade de Mangueirinha, Jaguari.
1.2 - ENRICO (HENRIQUE) SIMI -  Nasceu na Itália em 1881.  Casou com Malfina Gessi, nascida em 1889 e falecida de febre puerperal, aos 22 anos, em 03/05/1901, deixando um filho, Primo Felice, de 5 dias (Ób. J.II, p.15-15v, nº 43).  Casou em 2ªs núpcias  com Vínia.
1.3 - GIUSEPPE SIMI - Nasceu na Itália em 1884 e faleceu em 28/08/1897, na Linha 14, por "febre maligna", aos 13 anos de idade e foi sepultado no cemitério "dei mollini", na Linha 13 (Cattaneo, f. 64). Segundo outra fonte, o falecimento deu-se em 08/08/1897 (Ób. J. I, p.89v-90, nº32).
1.4 - VIRGINIA SIMI - Nasceu na Itália em 07/01/1885. Faleceu em ?   Casada com Marcírio Alves Machado de Oliveira, filho de João (Jango) Alves Machado de Oliveira, que foi proprietário de grandes extensões de terras em Jaguari.  Jango era casado com Marcolina Machado Prudente. Virgínia e Marcírio residiram no Rincão dos Alves, Jaguari.
Filhos:  Geni Machado, falecida em 15 de maio de  2016 em Canoas, onde viveu por muitos anos.  Casada com Lindolfo Wolff, também falecido;  Ireno, músico falecido no Rio de Janeiro; Olinto; Antônio; Neno; Pedro; João ( Joanete) casado com Francisca; Nair; Idalina, falecida em 2006.
1.5 - ROSA SIMI -  Nasceu em Silveira Martins, RS, em 1889.  Casada com André Machado de Oliveira, irmão de Marcírio, o esposo de Virgínia (Ver foto da família). O casal teve uma única filha, Joaninha , que foi casada com Rodolfo Alves (alcunha de Dofito).  André Machado de Oliveira faleceu de um acidente com seu cavalo. A família residia em Rincão dos Alves, Jaguari.
1.6 - ANTÔNIO SIMI -  Nasceu em Jaguari, RS, em 20/02/1891?  Casado com Perciliana Pedroso de Moraes.


1.6 - ANTÔNIO SIMI -  Nasceu em Jaguari, RS, localidade de Fontana Freda,  em 20/02/1890 ou 1891? e faleceu com 81 anos de idade, em 02/07/1972 na localidade de São Xavier, Mata, RS, onde residiu por muitos anos. Está sepultado no cemitério da Linha 10, Jaguari, para onde foi transladado posteriormente de um antigo cemitério desativado em São Xavier.  Casado no ano de 1910 com Perciliana Pedroso de Moraes(Simi), nascida em 13-08-1888 e falecida em 14-08-1971, com 83 anos de idade.   Era proprietário de terras nas localidades de Rondinha e São Xavier, localidades  pertencentes ao município de Mata, RS.  Na Rondinha teve engenho de produção de cachaça.
Rondinha - origem do nome - na Revolução de 1923 foi local de esconderijo de cavalos e gado bovino de diversos proprietários que não queriam que seus animais fossem requisitados pelos revolucionários, que trocavam seus cavalos cansados e abatiam o gado para alimentar a tropa. O primeiro dono das terras da Rondinha foi Pedro Machado. Outra versão: havia um campestre no local onde reside a família de Bonifácio (Ângelo) Carlin Dal Osto em que se reuniam o gado para rodeio, daí o nome de Rondinha.
Antônio e Perciliana Pedroso de Moraes Simi

Filhos:

1.6.1 - IZULINA SIMI DA SILVA – Nasceu na localidade de Fontana Freda, Jaguari, RS, em 30/06/1911. Faleceu em janeiro de 2008 em São Luiz Gonzaga, RS. Casada com  Pedro Custódio da Silva, natural de São Vicente, RS, onde nasceu a 30/01/1913 e faleceu em São Luiz Gonzaga, RS, em 07/05/2001.    O casal teve os seguintes filhos: João Eloir da Silva ( filho natural de Izulina); Ilza da Silva Herter; Antônio Romildo Simi da Silva; Gildo Miguel Simi da Silva; Maria Elci da Silva Moraes; Nair da Silva Souza; Lenir Simi da Silva; Neuza da Silva Tamiosso e Valter Nascimento Viana (filho de criação).
Izulina Simi
   
1.6.2 - LAUDELINO (LAU) SIMI – Nasceu na localidade de Fontana Freda, Jaguari, RS. Falecido  em .......            Casado com  Maria Pauleski, nascida em 09/4/1924 e falecida em 12/9/1986.  O casal teve os seguintes filhos: Edemar, Jomar (falecido em dezembro de 2013), Nair e Lenir (N 07-06-1954; F 21-10-1977) e Eva (falecida) filha de Lau com Titina Franco Pereira.
Laudelino (Lau) e esposa Maria Pauleski Simi

1.6.3 - LIVINDO SIMI – Nasceu na localidade de Fontana Freda, Jaguari, em 13/04/1913 e faleceu em Jaguari, RS, em  09/08/1974; está sepultado no cemitério da Linha 10 em Jaguari.   Casado em 1939 com  Cacilda Carlin Bandinelli (alcunha de Filhinha), nascida em 26-6-1921 e  falecida em 2-7-1998 em Jaguari. Está sepultada no cemitério da Linha 10, Jaguari.
Cacilda era filha de João S. Bandinelli (o Nico, nascido em 1914) e Catarina Carlin. Eram moradores de Rincão dos Alves, 4º distrito de Jaguari e mais tarde mudaram residência para Boca da Picada, 1º distrito de Jaguari.  Livindo e Filhinha casaram em junho de 1939 na localidade de São Xavier, Mata, RS, onde residiram por muitos anos e tiveram os seguintes filhos: João Bandinelli Simi (N 1941?) casado com Gelsi Crestani (já falecida); Jomar Bandinelli Simi (alcunha de Preto), nascido em 29-7-1946, em Demétrio Ribeiro, General Vargas (atual São Vicente), RS; casado com Ide Lurdes Michelim (N 29-7-1954, Taquarichim, Jaguari, RS); Carmem Bandinelli Simi, casada com Hugo Derli Giacomelli;  Dejanir Bandinelli Simi (N 1956), casado com Gelsa.
 Livindo Simi

1.6.4 – JURDULINA SIMI – Nascida em São Xavier, Mata, aos 15/12/1917 e falecida na mesma localidade em 2014. Casada com Bonifácio (alcunha de Ângelo) Carlin Dal Osto, em 30/7/1940, nascido em 07/6/1914 e falecido em 1991; filho de João Dal Osto e Rosa Dal Osto (N 08/1/1888).  O casal teve os seguintes filhos: Adão Simi Dal Osto (N 1940 e falecido em novembro de 2006), foi casado com Sueli Dal Forno (falecida);  Eva Simi Dal  Osto (N 1943) casada com Paulino Schopf;  Rosa, casada com Pedro Giacomelli; João, casado com Dilza Dornelles; Maria, casada com Vilso Hopfe; Tereza, casada com Elni Snovareski; Vilson, casado com Ondina Spolaor, filha de Érico Spolaor e Cecília Spolaor;  Verena, casada com Dirnei de Oliveira; Sônia, casada com Leonel Minussi.  
Jurdulina Simi

1.6.5 - NOÊMIA SIMI – Nasceu na localidade de São Xavier, Mata, RS e faleceu em maio de 2008 no Paraná .  Casada com Nestor Cruz, filho de Raimundo Cruz. Logo após o casamento foram morar no Paraná. O casal teve os seguintes filhos: Antônio (falecido); Ilda; Delci e Maria.
Noêmia Simi e filhos

1.6.6 - DÁRIO SIMI – Nascido na localidade de São Xavier, Mata, RS. Falecido em 2002.     Casado com  Meri Peres, filha de Oscar Peres e Tomazinha Peres, comerciantes  residentes em São Xavier. O casal teve dois filhos: Onir Simi e Cirlei Simi  e um filho de criação de nome Júlio Cesar.
Dário Simi e esposa Meri Peres em visita a Guilherme Simi (15.4.2000). Esta é a última foto em que os irmãos aparecem juntos, logo ambos faleceram. Guilherme em 2000 e Dário em 2002. 

1.6.7 - GUILHERME SIMI – Nascido na localidade de São Xavier, Mata, RS aos 18/04/1920 e falecido em  29/05/2000 em Porto Alegre. Casado com Olinda Brocardo Simi.
Guilherme e esposa Olinda Brocardo Simi

1.6.8 - JOÃO SIMI -  Nasceu em São Xavier, Mata, RS, em 16/6/1926. Casado com  Brandina Piber, falecida em 2000 .  O casal teve os seguintes filhos: Maria Elizabete (alcunha de Fia); Terezinha Ledes; Volmar; Edson; Marilene; Cleusa e Guilherme.
João Simi em foto de 14.2.2009

1.6.9 - ILDO SIMI -  Nascido na localidade de São Xavier. Faleceu em Cascavel, Paraná, em 2016. Casado com  Maria Lopes Simi (falecida em 27/4/2009, em Cascavel, Paraná)  e  logo após o casamento foram morar em Guarapuava, Paraná, hoje vive em Cascavel.  O casal teve os seguintes filhos e netos, citados entre parêntesis: Valdemir falecido em 11-12-1984(filhos: Edite, Elisandra e Edinéia); Neide ( filho: Robson);  Neri (filhos: Nedir, Mariana e Liliane); Alaor (filhos: Simone e Mateus); Neila ( filhos: Alessander, Bruno e Willian); Roseli (filhos: Anderson e Alison);  Marli (filhos: Gabriel e Guilherme); Sirlei (filho: Jefferson).
Ildo e esposa Maria Lopes Simi em foto de 1986

1.6.10 - NIVERSINA SIMI, (alcunha de  MAQUITA/ MAQUINHA).  Nascida em São Xavier, Mata, RS, em 21/4/1932.  Casada com  Olício Fernandes, nascido em 9/6/1930.  Filhos: Clóvis; Cleone; Rejane; Dalton Luiz; Vera Maria e João Elvio (falecido).
Niversina Simi

1.6.7 -  GUILHERME SIMI -  Casado em 08/10/1948 com Olinda Brocardo (Simi). Ambos falecidos e sepultados no cemitério São Vicente, Canoas, RS.  Tiveram os seguintes filhos:


1.6.7.1 - DARI JOSÉ SIMI - N 07/07/1949  na cidade de Mata, RS.  Casado com Nilza Terezinha da Silva (Simi), nascida em  07/12/1951
Dari e Davi Simi em foto de 21.12.2008

1.6.7.2 - DAVI JOSÉ SIMI - N 27/08/1950 em São Xavier, Mata, RS  e F 15/7/2009, sepultado no cemitério São Vicente, Canoas.  Casado com Neuza Bravo com quem teve a filha Lizia Bravo Simi.
Davi José Simi

1.6.7.3 - IEDA MARIA SIMI - N  30/04/52 em São Xavier, Mata, RS.   Casada com Adisom Korpalski
1.6.7.4 - ILDA MARIA SIMI - N  26/04/54 em São Xavier, Mata, RS.   Casada com Antônio Francisco Czykiel. Filhos: Alessandra e Marcelo
1.6.7.5 – MARIA SIMI – N 26/09/1957; F 26/09/1957
1.6.7.6 - LÉA MARIA SIMI -  N 02/02/61 em Canoas, RS.   Casada com Gabriel Cravo. Filhos: Diogo e Bruna
Fotografia de 21.12.2008

1.6.7.1 - DARI JOSÉ SIMI - Casado com Nilza Terezinha da Silva (Simi), nascida em 07/12/1951 em Canoas.

Filhos:

1.6.7.1.1 - ELIANDRO DA SILVA SIMI - N 28/07/1976 em Esteio, RS
1.6.7.1.2 - JULIANO DA SILVA SIMI - N 22/11/1979 em Esteio, RS; F 22/04/2005 em Cidreira, RS e sepultado no cemitério São Vicente, Canoas, RS. Companheira Andressa Rosa Paz Garrido. O casal teve uma filha: Giovanna Garrido Simi , N 27/03/2005.
1.6.7.1.3 - GISELE DA SILVA SIMI -  N 18/08/1982 em Esteio, RS.
Companheiro Fábio. O casal tem o filho Rayan Simi
1.6.7.1.4 - CAMILA DA SILVA SIMI - N  04/02/1988 em Canoas, RS



FAMÍLIA MORAES


1 - LINO ANTÔNIO DE MORAES - Casado com Idalina Pedroso , filha de Konrat. Idalina tinha uma irmã de nome Laurinda.
Lino era natural de Minas Gerais, de onde veio como tropeiro para o Rio Grande do Sul (biriva). Exerceu a função de  curandeiro e salvou muitas pessoas da gripe espanhola.

Filhos:

1.1 - PERCILIANA PEDROSO DE MORAES.  Natural de Santiago, Linha Capitum, atual Unistalda, onde nasceu em 13-08-1888 e  faleceu em Jaguari em  14/08/1971.  Está sepultada no cemitério da linha 10, Jaguari. Foi casada com Antônio Simi. (ver família Simi)
Perciliana Pedroso de Moraes (Simi) e o neto Deja Simi

1.2 - LAUDINO DE MORAES – tinha como companheira Olinda (alcunha de Julieta). Era cabo do exército e residiu em Porto Alegre por muitos anos, onde faleceu.  Localizei uma filha de nome Irma Fontoura, moradora de Novo Hamburgo.
1.3 - LAUDELINO DE MORAES.
1.4 - ALGEMIRO DE MORAES – Era militar e lutou na Revolução de 1923.
1.5 - CLAUDIOMIRO DE MORAES
1.6 - BRASILIA DE MORAES – Casada com Manoel Guedes. Teve um filho de nome Paulino.
1.7 - MARIA DE MORAES - casada com Maximiliano Inácio Fernandes, com quem teve os filhos Algemiro (viveu em Tupanciretã) e Otacílio.
1.8 - ZULMIRA DE MORAES



quarta-feira, 25 de junho de 2014



CLARINDA DA COSTA SIQUEIRA (1818-1867)

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Série: Poetas do Passado Rio-Grandense

Poetisa. Natural de Rio Grande, RS, onde nasceu a 26 de dezembro de 1818 e faleceu na mesma cidade em 27 de outubro de 1867.
Pouco se sabe sobre a biografia de Clarinda da Costa Siqueira. Seu único  livro, póstumo,  “Poesias”, (Pelotas, Livraria Americana, 1881). Contem, além das poesias da autora, uma  necrologia escrita por Antônio  Joaquim Caetano da Silva Junior e uma homenagem à autora, escrita por Carlos von Koseritz.  Fazem referência ao livro Guilhermino Cesar, Sacramento Blake, Mário Osório Magalhães e Rita Scmidt.
Clarinda foi engeitada por sua mãe e criada por Leonarda Joaquina  dos Passos e Maria das Dores Passos. Casou-se, aos 17 anos, com José da Costa Siqueira. No mesmo dia do casamento Clarinda caiu enferma gravemente, declara em sua necrologia Antônio Joaquim.  Também Koseritz refere-se à doença da poetisa, e nada mais se sabe sobre o assunto.
Nota – Colimério Leite de Faria Pinto escreveu – Traços biográficos de Clarinda da Costa Siqueira.  (ver Guilhermino Cesar, Hist. da Literatura do RS, p.311)
Bibliografia
BLAKE, Augusto Victorino Alves do Sacramento. Dicionário bibliographico brasileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1900. Reimpressão fac-símile, 1970.
CÉSAR, Guilhermino. História da literatura do Rio Grande do Sul. (1773 – 1902). Porto Alegre: Globo, [s.d.]
MAGALHÃES, Mário Osório. Opulência e cultura na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul: um estudo sobre a história de Pelotas (1860-1890). Pelotas: EDUFPel, 1993.
MUZART, Zahide Lupinacci. Escritoras brasileiras do século XIX. Florianópolis: Mulheres, 2000.
Referências
*Cartas de Liberdade (Internet,  em PDF)
*Jornal Eco do Sul, 30 de outubro de 1857, nº 247, ano 13
*Jornal O Comercial, 27 de novembro de 1867, nº 273, ano 11


Propaganda do único livro publicado por Clarinda:  POESIAS - Pelotas:Liv. Americana, 1881
Grande parte de suas poesias encontram-se ainda esparsas em jornais e almanaques do século XIX.

A UM ATOR
Se a virtude não guia um gênio raro,
O vício ofusca do talento o brilho.
A virtude, unida ao gênio, o gênio eleva,
O vício, unido ao gênio, avilta e mata.
(Frederico Ernesto Estrella de Villeroy. Selecta Nacional ou trechos escolhidos de diversos autores nacionaes.  Pelotas:Livraria Americana, 1883, p.262.


SONETO 
Tristes sombras da noite, eu vos desejo!
Só no centro do vosso abismo escuro
É que acharei descanso o mais seguro.
É ele o único alivio que eu elejo.

Adiantar-me para vós é o que almejo;
Meditando em minha vida horas aturo,
Como um ente desgraçado me afiguro!
Só na morte é que o meu descanso vejo.

Porém não, cruel desgraça, não, não pares,
Podes ainda empregar a tirania
Nos mortais restos que de mim achares;
Podes ainda ultrajar-me a cinza fria,

Calcando-a bem aos pés, e então clamares:
<< Em tua vida assim eu te trazia! >>

 Feito de improviso, aos 14 anos de idade, em um jardim.
 (Do livro  de Clarinda - "Poesias", Pelotas:Livraria Americana, 1881.)


domingo, 25 de maio de 2014

  
PADRE PEDRO LUIS BOTTARI (1905-1983)

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Série: Poetas do Passado Rio-Grandense

Foto extraída da revista Rainha
Natural de Vale Vêneto, Quarta Colônia,  à época pertencente ao Município de Santa Maria, RS, onde nasceu  a 29 de julho de 1905 e faleceu em Bagé, RS,  a 23 de agosto de 1983.  Sacerdote Palotino, poeta e jornalista. Foi pároco em Porto Alegre, Santa Maria, Canoas, Cruz Alta e Bagé.  Destacou-se por suas obras em homenagem à Virgem Maria, Mãe de Deus, iniciando pela Gruta de Lourdes, em Vale Vêneto, sua terra natal, e o monumento de Fátima, em Cruz Alta, duas obras por ele idealizadas e realizadas e hoje convertidas em dois lugares de romaria. Em 1972, Pe. Pedro Luis deu início em Bagé, a Rainha da Fronteira,  um monumento com o objetivo de construir logo um santuário  a Nossa Senhora Conquistadora, por considerá-la “a padroeira nata do Estado do Rio Grande do Sul”, já que foi ela a primeira santa que aqui se arrinconou.   

Foto extraída da revista Rainha, feita por Dari José Simi
A Imagem da Conquistadora foi  trazida pelo Pe. Roque Gonzales de Santa Cruz, o primeiro jesuíta a pisar terras do Rio Grande e aqui celebrar a primeira missa na Redução de São Nicolau, por ele fundada a 3 de maio de 1626, e a levou consigo em uma canoa, num percurso de 50 léguas pelo Rio Ibicuí e lhe pôs aquele nome porque convertia e conquistava os índios.

Padre Pedro Luis publicou artigos sobre assuntos religiosos com o pseudônimo de Aimone Sarmento,  em jornais católicos. Publicou “Crônicas do Paraná”, coluna periódica no Correio do Povo de Porto Alegre, a partir de 1962. Um nome bem conhecido nos meios literários sul-rio-grandenses por seus versos de uma inspiração condoreira e de uma perfeição parnasiana. Como poeta regionalista se destacou, juntamente com outros sacerdotes – Padre Paulo Aripe (Potrilho do Alegrete); Padre Fredolin Brauner;  Dom Luiz Felipe de Nadal  - publicando em livros e na imprensa gaúcha seus poemas, contos e crônicas.  Muitos de seus trabalhos ainda jazem em periódicos, distantes do acesso fácil dos leitores.
Foto da capa da 1ª edição, de 1964

Bibliografia do Pe. Pedro Luis Bottari:

Maria Teresinha Wang. Santa Maria:  Palotti;  Mina de ouro. Santa Maria: Palotti;  Modelo de mãe ou vida da Beata Ana Maria Taigi. Santa Maria: Palotti, 1933; Mãe Preta. Poema. Jornal “A Ofensiva”, Rio de Janeiro, 1936;  Catiabá. Poema. “Jornal do Dia”, Porto Alegre, 1949;  Cabiúna. Poemas. Porto Alegre, 1950; O monumento. Poemas. Porto Alegre, 1951; Sonetos do pampa. Santa Maria, 1963; O diamante negro de Canoas ou Tio Bastião Coelho. Biografia. Canoas: Hilgert, 1964. 86p. Duas edições foram publicadas, todas hoje muito raras;  Padre Caetano Pagliuca.   Biografia. In “Revista do IHGSM”, Santa Maria,  n.2, jul. 1964;  Crônica da província. In ”Revista Eclesiástica Brasileira”, Petrópolis, RJ, v.28, fasc.2, jun. 1968; A virgem crioula. Crônica histórica. In “Correio do Povo”, Porto Alegre, 05  jan. 1969;  A face de Deus no Cosmos.  Crônica. In “Correio do Povo”,  Porto Alegre, 22 fev. 1969;  A capital mundial da loucura. In “Correio do Povo”,  Porto Alegre, 04 mar. 1969; Visitei a família do Padre Reus.  In revista “Notícias para os nossos amigos”, Porto Alegre, n.106, jul. 1970; Em Caaró o sangue se fez luz. In revista “Rainha”, Santa Maria, n.667,  nov. 1978; Conquistadora: a madrinha crioula do gaúcho. In  revista “Rainha”, Santa Maria, n.661, maio 1978; O gênio do pampa. Poema cíclico gauchesco. 1ª Ed., Santa Maria: Palotti, 1958.  Desse poema foram publicadas três  edições. É a obra que ainda pode ser encontrada com certa facilidade nos sebos da capital.
Foto da capa da 1ª edição, de 1958

domingo, 4 de maio de 2014

PERIÓDICOS EM LÍNGUA ITALIANA PUBLICADOS NO RIO GRANDE DO SUL

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Pesquisa – Dari José Simi
darisimi@gmail.com
O autor deste blog concorda  com o uso dos seus textos e imagens, desde que seja informada a autoria.

Listamos 57 títulos de periódicos publicados no Rio Grande do Sul em idioma italiano. A maioria  veio a público em Porto Alegre e tiveram vida efêmera.  A pesquisa segue, pois de muitas publicações ainda não temos muitos dados.

ALMANACCO ITALIANO ILLUSTRATO -  Publicado em Porto Alegre a partir de 1917  por  “La Patria Italo Brasiliana”, jornal  fundado em 1912.  Foi seu diretor  Gaetano Blancato.  A Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul possui coleção quase completa do Almanacco.
BENTO GONÇALVES – ( 1ª fase de 1900 a 1910).  Tinha o nome da própria cidade onde foi fundado, em 2 de setembro de 1900, sob a direção de Francisco Leitão e Julio Lorenzoni.


Julio Lorenzoni e esposa Josefina Righesso, em 1913
Foto de autor desconhecido, captada na internet

Julio Lorenzoni nasceu na Itália em 1864 e emigrou com sua família para o Brasil em 1878, aos 14 anos de idade. De Silveira Martins, para onde fora inicialmente, já com 20 anos de idade e casado com Josefina Righesso, mudou-se para a então Colônia Dona Isabel, hoje Bento Gonçalves, onde exerceu vários cargos públicos e onde ajudou a fundar o jornal “Il Bento Gonçalves.”   Deixou escrito um documento de grande valor para o conhecimento da imigração italiana no Rio Grande do Sul, hoje publicado sob o título de “Memórias de um imigrante italiano.”
BENTO GONÇALVES – (2ª fase).  “Organo de gli interessi coloniali.”  Em 1º de janeiro de 1910, na então vila de Bento Gonçalves, aparece o 1º número do novo semanário o “Bento Gonçalves”, publicado todos os sábados.  Seu objetivo era defender os interesses da colônia italiana.  Sua direção estava a cargo do Dr. Antônio Casagrande, juiz de direito daquela comarca, que tinha como coadjutores Antônio S. Amaya de Gusmão, Dr. Constante Gino Battocchio, o padre Saverio  Acierno  e como gerente Júlio Lorenzoni.  Inicialmente foi publicado em italiano e português. Impresso na tipografia de Antônio Lorenzoni.  Conforme informação de Júlio Lorenzoni em suas “Memórias de um imigrante italiano”, o jornal circulou por três anos sob a direção do Dr. Casagrande, sendo após vendido, no ano de 1913, para outro jornal italiano. 
Jornal do acervo de Dari Simi

Já no primeiro ano de existência o jornal possuía mais de mil assinantes que o liam semanalmente.  “Nasceu aleijado, como os críticos logo disseram, esclarece Júlio Lorenzoni, por ser bilíngüe e com dois cabeçalhos, assim mesmo ele caminhava e projetava-se no campo jornalístico, para honra e glória deste centro de atividades e trabalho.” (Memórias, p. 228-229).
Dele fazem referência diversos órgãos da capital e do interior, como o “Correio do Povo”; o “Jornal do Comércio”; “Stella D’Italia”; “O Brasil”; etc.  O Correio do Povo assim se manifesta:  “Recebemos o 1º número do “Bento Gonçalves”, que acaba de aparecer na vila desse nome sob a direção do Sr. A. S. Amaya de Gusmão e gerência do Sr. Julio Lorenzoni.  É um jornal bem cuidado  e que se propõe defender os interesses coloniais.  Desejamos-lhe prosperidade.”  O jornal “O Pau Bate” também emitiu uma nota comunicando a seus leitores o surgimento do novo jornal:  “Bento Gonçalves”. É o nome de um bem cuidado jornal que acaba de aparecer em a vila do mesmo nome, sob a direção do inteligente e estimado promotor público daquela localidade Sr. Cap. Antonio Gusmão e do Sr. Julio Lorenzoni. O “Bento Gonçalves” conta com o auxilio intelectual dos Exmos. Srs. Antonio Casagrande, juiz da Comarca, e do simpático e ilustrado Gino Battocchio, jornalista de mérito, traquejado na imprensa européia.  Ao novo colega, “O Pau Bate” deseja 49 toneladas de prosperidades.” (Informações colhidas na página 4 do nº 5, ano I, de o “Bento Gonçalves”, edição de 29.1.1910, exemplar do acervo de Dari Simi).
Na edição de nº 47 , ano II, de 18.11.1911, o “Bento Gonçalves” publicou o interessante conto “A nevoa do inverno” de Achylles Porto Alegre.


Foto de autor desconhecido, tirada da internet

CITTÁ DI CAXIAS -  Jornal fundado em Caxias do Sul a 4 de janeiro de 1913. Circulou até 27 de dezembro de 1923. Gerente – Emilio Fonini.  Teve vários diretores: Ernesto Scorza, José Buzzoni, Luiz Bancalari, Hércules Donadio, José Joaquim de Vargas, Benício Dantas , Ulysses Castagna e Artur de Lavra Pinto (João Spadari Adami – “Caxias do Sul”, p. 208).
Ernesto Scorza nasceu na Itália e faleceu em Caxias do Sul a 13 de julho de 1916; Hécules Donadio também era natural da Itália;  José Joaquim de Vargas foi também escrivão da Coletoria Federal de Caxias do Sul;  Huberto Barbieri foi colaborador do jornal “Cittá di Caxias”.
CORRIERE CATTOLICO – Jornal fundado em 1891 em Porto Alegre. Diretores: Clemente Pinto; Guido Carlo Pasini e Adelchi Colnaghi.  Colnaghi foi diretor de diversos outros jornais italianos em Porto Alegre. 
CORRIERE ITALIANO -  Jornal fundado em 1902 em Porto Alegre por Angelo La Porta. No ano de 1904 o jornal se transforma no XX Settembre com Mario De Candia como redator e direção de Ercole Donadio. Durou até o final de 1905.
D’ARTAGNAN COLONIALE – Jornal fundado em 1915 em Porto Alegre.
FAVILLA – Jornal fundado em 1906, em Porto Alegre, por Saverio Acierno.
GAZETTA DELLE SIGNORE – Jornal fundado em 1910 em Porto Alegre.
GIORNALE D’ITALIA -  Jornal fundado em 1925 em  Porto Alegre,  com direção de Guido Vecchi e Benvenuto Crocetta e gerência de Fausto Lucchelli.   Benvenuto Crocetta atuou também no jornal italiano “Stella D’Italia”, fundado em 1902 em Porto Alegre, como diretor-gerente e mais tarde no jornal “Voce D’Italia”, também de Porto Alegre, como gerente.


Foto do acervo de Dari Simi

GUAPORENSE (O) – Jornal fundado em 1915 na cidade de Guaporé.
IL COLONO CAXIENSE. Jornal fundado em Caxias do Sul.
ILCOLONO ITALIANO -  “Bolletino cattolico mensile”. Jornal fundado em Caxias do Sul pelo padre Pedro Nosadini, cuja circulação foi de janeiro de 1898 até 21 de agosto de 1898, conforme informação de João Spadari Adami,( op.cit.).


Foto de autor desconhecido

Foto do acervo do autor do blog Dari Simi

Padre Pedro Nosadini nasceu em Bassano, Itália, em 1862. Emigrou para Caxias do Sul, onde em 1896 assumiu a Paróquia de Santa Teresa. Retornou para a Itália e faleceu no ano de 1899.


IL COLONO ITALIANO – Jornal fundado em 1910 na cidade de  Garibaldi.
IL COMMERCIO ITALIANO – Jornal fundado em 1892 em Porto Alegre por Agostino Ferrari.
IL CORRIERE D’ITALIA -  Jornal fundado em 1913 na cidade de Bento Gonçalves.
 “Em 1913, “Il Corriere D’Italia”, escrito em italiano, começou a circular sob orientação do padre Henrique Poggi. Tinha 4 páginas e 3.500 assinantes.” (Archymedes Fortini, in “Revivendo o Passado”, Correio do Povo, Porto Alegre, 23de agosto de 1970).

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IL GIORNALE DELL’AGRICOLTORE -  Fundado em Caxias do Sul em 28 de fevereiro de 1934 e circulou até 23 de março de 1940.  Seus diretores foram Adolfo Randazzo e Caetano Petinelli (João Spadari Adami, op. cit., p.209). 
Adolfo Randazzo nasceu em Cremona, Itália, em 8 de abril de 1899.
“O fascismo italiano através do periódico “Il Giornale Dell’Agricoltore”,  título de um texto de Paulo Afonso Lovera Marmentini, que afirma ser um jornal que veiculava noticiários agrícolas, religiosos e políticos, onde o fascismo era o tema principal.
IL PROGRESSO -  Jornal italiano fundado em Porto Alegre em 1897. dirigido por Mario De Candia. Também de pouca duração. Extinto em 1900.

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IL TEMPO – Jornal italiano fundado em 1906, em Porto Alegre, por Giovanni Del Guzzo. De vida curta.
IL TRENTINO -  Jornal italiano fundado em 1915 em Porto Alegre.
IL TRIBUNO – “Organo che suona oggi e ... puó suonare anche in seguito.”  Jornal italiano humorístico fundado em 1927 em Porto Alegre. Direção de Aldo Dieci. Redação na rua dos Andradas nº 111.
IL VENTI SETTEMBRE -  Periodico Instruttivo Settimanale. Órgão de interesse da colônia italiana. Fundado em 1883 em Pelotas.  Sua administração ficava na rua Andrade Neves, nº 168, Pelotas. Era publicado todos os domingos. De propriedade de Carlo Cantaluppi (diretor) e Luigi Bianchi.
Em seu cabeçalho pode-se ler: 
“Que suona di Dante Il linguaggio
Di discordia mai più si favelli
Italiani, sian tutti fratelli
E l’Italia una sola città.
L’amore e l’orgoglio nazionale
Non ci spinga a spregiare gli atri popoli.”
ITALIA -  Organo del Comitato “Pro Patria” di Porto Alegre.  Fundado em Porto Alegre em 1915. Não consta no cabeçalho nomes de diretores ou redatores. Oficina e tipografia na rua Dr. Flores, nº 70.
LA COLONIA ITALIANA -  Organo degli interessi degli italiani nella Provincia di S. Pedro do Rio Grande do Sul.  Unione e fratellanza (União e fraternidade).  São frases existentes no cabeçalho do jornal. Publicado aos domingos desde 1885 em Porto Alegre.  Sua redação e administração localizava-se na rua dos Andradas, nº 138.  A administração do jornal estava a cargo de F. Canessa.  Formato standard  de 4 páginas.
LA COMETA -  Jornal fundado em Porto Alegre em 1902 e dirigido por Angelo La Porta, o mesmo diretor do jornal Corriere Italiano.
LA FRUSTA -  Jornal em língua italiana publicado em Porto Alegre em 1906,  por Carlo Lombardi. De vida curta.
LA LIBERTÁ – Jornal fundado em Caxias do Sul a 13 de fevereiro de 1909 por Dom Cármene Fasulo.  Circulou em Caxias do Sul até 11 de dezembro de 1909, sendo logo transferido para Garibaldi, onde circulou com os nomes de “La Staffeta Rio Grandense” e “Il Colono Italiano.   Retornou para Caxias do Sul em setembro de 1952, onde circula até hoje com o nome de “Correio Rio-Grandense”, em português.  O “Correio Rio-Grandense” teve inicialmente a direção do Dr. Adelar dos Santos Vicenzi.
O padre Cármine Fasulo nasceu na Itália e foi vigário por muitos anos em Caxias do Sul.
LA LIGURIA -  Jornal italiano publicado em Porto Alegre a partir de 1884.
LA NUOVA ITALIA –  “Voce della collettivitá italiana del Rio Grande do Sul.” Fundado em Porto Alegre no ano de 1933 sob a direção e regência de Luigi Galvanoni, que mais tarde passou para Francesco Alioti.  Sua redação e administração situavam-se na rua 7 de Setembro, nº 729 e rua do Andradas, nº 800 em Porto Alegre. Tinha formato standard  com 10 páginas.

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LA PATRIA – Jornal em língua italiana fundado na cidade de Rio Grande no ano de 1904. De curta duração.
LA PATRIA ITALIANA – Jornal fundado em 1897 em Porto Alegre.
LA PATRIA ITALO-BRASILIANA -  “Giornale settimanale indipendente.” Fundado em Porto Alegre em 1912 sob a direção de Vincenzo Blancato, que depois passou a direção para Gaetano Blancato. A direção e administração ficava na rua dos Andradas, nº 275, em Porto Alegre. Formato standard de 4 páginas.  O jornal editou o "Almanacco italiano illustrato de giornale La Patria", sob a direção de Gaetano Blancato. Não sabemos quantas edições foram publicadas do "Almanacco..." Vi  apenas as edições de 1917/18/19/20/21/22/24/25/26/30.
Diretor e proprietário do jornal 
La Patria Italo-Brasiliana

L’ARALDO COLONIALE -  Jornal fundado em 1913, em Porto Alegre, por Adolfo D'Agostoni. Durou apenas um ano.
LA SCINTILLA – Jornal fundado em Porto Alegre em 1896 por Rocco Ferraro e Vitola.
LA STAFFETTA RIO-GRANDENSE -  “Settimanale Cattolico della Colonia.”  Órgão fundado em Caxias do Sul a 13 de fevereiro de 1909 por Dom Cármine Fasulo, vigário daquela cidade, com o nome de “La Libertá”.  Funcionou até 11 de dezembro de 1909. Mais tarde (1910?) foi transferido para Garibaldi onde teve seu nome trocado para “Il Colono Italiano” e depois voltou para “La Staffetta Rio-Grandense.”  O mesmo jornal retornou para Caxias do Sul em 1952, onde existe até hoje, editado em português, com o nome de “Correio Rio-Grandense.” Em Garibaldi teve como gerente José Lorenzi.  Teve formatos tablóide e standard.
A famosa obra de Aquiles Bernardi (Frei Paulino de Caxias), “Storia  de Nanetto Pipetta (nasuo in Italia e vegnudo in Mérica per catare la cucagna) teve sua primeira versão, dada à estampa nas páginas do jornal “Staffetta Rio-Grandense”, entre 1924 e 1926.  Seguiram-se outras edições publicadas em livros: 2ª em 1937; 3ª em 1956, em Caxias do Sul, Editora São Miguel; 4ª em 1975; 5ª em 1976; 6ª em 1978, em co-edição UCS/EST. (Guilhermino Cesar – “Nanetto Pipeta”, in “Caderno de Sábado”, nº 542, p.3,  Correio do Povo, 4.11.1978).
LA VERITÁ -  Jornal publicado em 1902, em Porto Alegre, por Arduino Lippi. De pouca duração.
LA VOCE DEL COLONO -  Jornal publicado em 1924, em Alfredo Chaves, atual Veranópolis.
LA VOCE DEL COLONO -  Jornal publicado em 1927, em Palmeira via Santa Bárbara.
LA VOCE DELLA VERITÁ -  Jornal publicado em 1898, em Porto Alegre.
LA VOCE D’ITALIA -  “Organo della collettivitá italiana  del Rio Grande del Sud.” Fundado em 1935, em Porto Alegre.  Direção de Angelo GAttoni. Redação e administração na rua 7 de Setembro, nº 1158, Porto Alegre.




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LA VOCE D’ITALIA –  Fundado em 1975, em  Porto Alegre.


L’AVVENIRE -  Órgão fundado em Porto Alegre, em 1892, pelos irmãos  Giannini. Diretor: Colombo Leoni. Durou poucos meses.
L’ECO DELLE COLONIE – Fundado em 1892, em Porto Alegre por Carlo Dell'Apa. De vida efêmera.
L’ITALIA – Órgão fundado em 1895, em Porto Alegre. Redatores: Cesare Pelli; Arzani e Carlo Dell'Apa. Durou poucos meses.
L’ITALIANO – Órgão fundado em 1890, em Porto Alegre. De propriedade dos irmãos  Marsicano. Diretor: Cesare Pelli.
LO PASCOALINO – Jornal fundado em 1929, em Porto Alegre.
L’OPERARIO ITALIANO – Jornal fundado em 1899, em Porto Alegre.
L’UNIONE -  “Organo della collettivitá Italo-Riograndense.”   Propriedade de S. A. Gráfica Italiana.  Direção, administração e oficina na rua General Victorino, nº 319, Porto Alegre. Formato standard, de 12 páginas.
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NOVA ITALIA – Fundado em 1924, em Porto Alegre, por F. Perrone.
PÁGINAS ISOSTENICAS -  Revista mensal  fundada em 1919, em Porto Alegre, por Attila Moriconi. Redigida em italiano e português. Attila Moriconi foi colaborador, por muitos anos, do jornal "Correio do Povo", de Porto Alegre.
PATRIA NUOVA -  “Giornale Italo-Brasiliano Indipendente, Político, Litterario, Notizioso.”  Fundado em Porto Alegre, em 1923.  Diretor e proprietário: Francesco A. Perrone. Redação e administração na rua dos Andradas, nº 315 B, Porto Alegre. Formato standard de 4 páginas.
RIVISTA ITALO-BRASILIANA – Órgão publicado em 1922, em Pelotas. Durou pouco tempo.
STELLA D’ITALIA – “Gazzetta bisettimanale indipendente, premiata alle Esposizioni Milano 1906 e Torino – Roma 1911.”  Fundado em Porto Alegre, em 1902. Diretor proprietário: Adelchi Colnaghi. Editor-gerente: Benvenuto Crocetta, o mesmo que atuou no “Giornale D’Italia.” Formato standard. Durou 23 anos.


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Fonte: Cinquantenario, 1925, p. 447, primeira parte.
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TRIBUNA D’ITALIA – “Giornale degli italiani nel Rio Grande do Sul.”  Fundado em 1925, em Porto Alegre. Propriedade de Comelli, Aliprandi e Cia.  Sub-gerente Fausto Lucchelli.  Direção de E. Aliprandi e C. Comelli.  Redação e administração na rua dos Andradas, nº 317, Porto Alegre.  Formato  standard.  A “Tribuna D’italia” possuía um “Supplemento umorístico della Tribuna D’Italia,” com o título “Il  Tribuno”, publicado semanalmente, com 4 páginas, no formato tablóide.  Junto ao título pode-se ler:  “Ano disastroso, Porto Alegre, epoca presente, num. qualunque.  Redazione: Nella strada. Amministrazione:  Fallita.  Direttrice: Sora Geltrude. Gerente responsabile: Suo marito. Figlio legitimo della... própria madre. Settimanale che  sorte una volta al mese.”
XX SETTEMBRE -  Jornal publicado em Porto Alegre, em 1904, sob a direção de Ercole Donadio e redação de Mario De Candia. Extinto no final do ano de 1905. (Ver o jornal Corriere Italiano, nome anterior do XX Settembre)
Ercole Donadio foi professor elementar na escola então mantida pela Sociedade Italiana de Beneficência e Instrução Umberto I, de Porto Alegre (Klaus Becker - Enciclopédia Rio-grandense, vol. 2, p.288).
VITA COLONIALE – Jornal publicado em Porto Alegre, em 1927.
VOCE D’ITALIA -  Organo della collettivitá italiane dello  Stato di Rio Grande do Sul.”   Fundado em 1928, em Porto Alegre.  Redator:  Ferraro Marcelli. Gerente: Benvenuto Crocetta, o mesmo do Stella D’Italia.  Sua redação e administração ficava no Centro da Boa Imprensa. Formato standard, de 6 páginas.

FONTES DE PESQUISA:
*Adami, João Spadari – História de Caxias do Sul, vol. I, Caxias do Sul, 1962.
*Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
*Becker, Klaus - Enciclopédia Rio-grandense, vol.2, Canoas:Edit. Regional, 1956
*Coleção particular de jornais do autor do blog, Dari José Simi
*Cinquantenario della colonizzazione italiana nel Rio Grande del Sud. Porto Alegre:Globo, 1925, 1ª parte, p.444-447.
*Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
*Jornal “Correio do Povo”, Porto Alegre
*Lorenzoni, Julio -  Memórias de um imigrante italiano. Porto Alegre:Sulina, 1975.
*Marmentini, Paulo Afonso Lovera - O fascismo italiano através do periódico “Il Giornale Dell’Agricoltore”.  Anais do XI Encontro Estadual de História, Unisinos, p. 862-868.
*Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa, Porto Alegre.